quinta-feira, 9 de março de 2017

O QUE PENSAR SOBRE JAIR BOLSONARO?


                      Jair Messias Bolsonaro é uma figura polêmica, não só pelos seus posicionamentos que vão contra o status quo da esquerda gramsciana, mas também por estar atraindo o apoio de muitas pessoas desapontadas com os estragos socioeconômicos provocados pelo socialismo lulopetista e dos que veem em Bolsonaro um discurso que representa melhor os valores da família conservadora brasileira. Apesar disso, muitos conservadores, direitistas e liberais se opõem a Bolsonaro, por verem nele uma figura populista, bizarra e imatura.

       Devemos considerar que Bolsonaro defende diversos pontos que são relevantes para a construção de uma sociedade economicamente mais justa, de um Estado mais efetivo em termos de segurança e de políticas que estão em acordo com a responsabilidade individual e com os direitos fundamentais requeridos pela dignidade humana. Entre estas propostas estão:

1.      Redução da maioridade penal; [1] A consciência de todos os homens atesta o fato de que um jovem tem responsabilidade suficiente de prestar contas por seus atos antes dos 18 anos. Todos se lembram de estar em condições de responder moralmente por suas atitudes diante da Lei antes dos 18 anos. Tal responsabilidade moral, atestada pela consciência universal da humanidade, exige que os jovens sejam verdadeira e realmente punidos por seus crimes. Condicionantes sociais, como precariedade das prisões, a ineficiência do sistema carcerário, fatores que influenciam um jovem ao crime e questões pragmáticas, não justificam o abandono dessa necessidade moral. Erros não justificam a permanência de outro erro.
2.      Porte de armas para o cidadão; [2] O porte de armas para o cidadão é uma proteção contra a ditadura e garante a segurança de uma sociedade. Bandidos pensarão duas vezes antes de tentarem assaltar um ambiente onde as pessoas podem estar armadas. Tirar as armas do cidadão comum significa que somente aqueles que fazem uso do mercado informal de armas, ou seja, criminosos, estarão armados. Isso significa armar criminosos e desarmar os cidadãos. O resultado é uma sociedade bem mais insegura e perigosa. Além disso, a restrição de armas ao cidadão comum e sua limitação aos dispositivos do Estado (polícia, forças armadas, etc.) é extremamente antidemocrático. Um Estado armado contra uma sociedade indefesa é o primeiro passo para uma ditadura.
3.      Pena de morte; [3] Atos imorais exigem punições equivalentes. Se um sujeito furta uma pessoa, a punição deve ser equivalente, como, por exemplo, indenizar a vítima do que lhe foi tirado. Já no caso do homicida, o assassino tirou a vida de uma pessoa e a única punição que pode ser equivalente a tal ato é que ele pague com a própria vida. É o princípio de proporcionalidade que deve ser resguardado em qualquer noção sadia de justiça.
4.      Livre mercado e; [4] Livre-concorrência significa produtos de melhor qualidade e mais baratos no mercado, além de melhores condições de trabalho, salários mais altos e mais liberdade. Pobreza se combate com mais Capitalismo. Infelizmente, Bolsonaro tem demonstrado falhas ou limitações ao tratar desse tema, apesar de já ter feito declarações pró-mercado.
5.      Barreiras migratórias [5] Devemos considerar, em especial, o problema do projeto de uma islamização do mundo, isto é, da invasão de uma cultura machista, assassina, terrorista e intolerante e do fato de que por causa da alta natalidade islâmica e da baixa natalidade ocidental, países do ocidente podem ser rapidamente islamizados. Barreiras migratórias são importantes para preservar os valores de liberdade, democracia, respeito, igualdade e tolerância construídos pela cultura ocidental.  O projeto de islamização do Ocidente pode minar esses valores e fundar sociedades baseadas no ódio e na destruição de valores caros para a nossa cultura.  


       O fato de Bolsonaro defender esses pontos, essenciais para uma sociedade mais justa, livre e segura, e também por ele se opor a esquerda progressista e seu projeto autoritário e totalitário de poder, fazem-me pensar que sua articulação política no cenário brasileiro é bem–vinda. Pretendo, agora, responder a algumas objeções levantadas contra um posicionamento favorável à Bolsonaro:

Objeção 1. Bolsonaro é uma pessoa imatura, ainda tem ideias imperfeitas sobre economia e defende opiniões e adota posturas complicadas.

Resposta: Devemos reconhecer que isso é verdadeiro. Bolsonaro ainda precisa evoluir muito em termos de noções sobre economia e é verdade que ele adota posturas imaturas e opiniões que demandam aperfeiçoamento. Mas o fato de Bolsonaro não ser um político perfeito, não nos impede de olharmos para ele com bons olhos. Direitistas que se opõem à figuras políticas imperfeitas, como Trump ou Bolsonaro, são, na verdade, adeptos da utópica ideia da “política da perfeição”. Os adeptos da política da perfeição se apegam a um formalismo ideológico-doutrinário que não abarca as contradições da realidade. Não existe político perfeito! Sábio é o ditado que diz “o ótimo é inimigo do bom”. Desprezar um político bom à espera utópica de um perfeito é uma atitude impossibilitadora da construção de um mundo minimamente mais livre. [6]

Objeção 2. Bolsonaro é a favor da ditadura.

Resposta: A defesa da democracia é essencial para a construção de uma sociedade mais livre e justa. Bolsonaro não é a favor da ditadura, ele é um explícito defensor da democracia. Devemos considerar que (i) A noção histórica do período militar elogiada por Bolsonaro é distinta do embuste histórico narrado pela esquerda, sendo assim, ele não apóia  a ditadura conforme narrada pela esquerda. Ele manifesta elogios ao regime militar justamente por entender que ele garantiu a democracia ao impedir a implantação de uma ditadura socialita, apreciar pontos positivos de uma ditadura não é apoiar uma ditadura; (ii) Ele reconhece que houve exageros durante o regime militar; (iii) A defesa do armamento civil é incompatível com a defesa da ditadura, uma população armada é um dos primeiros obstáculos que alguém que intenta uma ditadura quer remover, isso é logicamente evidente e historicamente comprovado; (iv) Bolsonaro faz críticas pesadas a ditaduras (como Cuba, Venezuela, Coreia do Norte, etc.), ditadores (Fidel Castro, Stalin, etc.) e torturadores (Che Guevera, Carlos Marighella, etc.) e (v) Ele propõe um Estado mínimo - se opor à inflação do poder estatal é ir contra a ditadura. A defesa do Estado mínimo é uma defesa das liberdades e direitos individuais. [7]

Objeção 3. Bolsonaro elogia torturadores.

A verdade é que Bolsonaro critica torturadores, quem elogia e idolatra ditadores e torturados, tais como Che Guevara, Fidel Castro, Carlos Marighela, Zumbi dos Palmares, Nelson Mandela, etc. e até financia ditaduras, é a esquerda. Podemos reconhecer certo exagero no elogio feito ao coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra. No entanto, é importante considerar que: (i) a inclusão de Ustra foi uma resposta aos louvores feitos aos guerrilheiros Marighela e Lamarca, durante a votação do impeachment de Dilma [8]; (ii) O processo da Comissão da Verdade contra Ustra está parado, pois só há provas testemunhais [9] e; (iii) a declaração, apesar de controvérsia ou mesmo exagerada e problemática, é relevante para o debate historiográfico e propôs um questionamento que coloca em dúvida a narração orquestrada pela esquerda sobre o regime militar.[10]

Objeção 4. Bolsonaro é um FMRH (fascista, machista, racista e homofóbico).

       Um elemento essencial do fascismo e do nazismo (que são variantes de esquerda) é o coletivismo, isso é exatamente o oposto do que Bolsonaro defende, sendo assim, ele é mais propriamente um anti-fascista. As rígidas leis, por ele defendidas contra o estupro depõem contra as acusações de machismo. Em relação ao racismo, vale destacar que sua própria esposa é negra[11] e em relação as acusações de homofobia, é importante pontuar que se opor ao movimento LGBT (que faz dos homossexuais objetos de massa de manobra política e apóia torturadores de gays[12]) não é ser homofóbico. Para bem da verdade, o título de FMRH não passa de uma atitude intolerante de rotular o adversário e se fechar numa bolha ideológica que impeça o contato com o pensamento divergente. [13]

CONSIDERAÇÕES FINAIS

       As objeções levantadas contra Jair Messias Bolsonaro não se sustentam e podemos ver nele a defesa de valores e propostas políticas relevantes para a construção de um mundo mais justo, livre e seguro. No entanto, não podemos ver nele a panacéia dos problemas socioeconômicos, nem idolatrá-lo como um messias político-redentivo. Não obstante, me parece bem-vinda sua atuação articulada no cenário político e não vejo porque considerá-lo um político ruim por causa de suas imaturidades e imperfeições.



FONTES:




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